Censura
Censura é o uso pelo estado ou grupo de poder, no sentido de controlar e impedir a liberdade de expressão. A censura criminaliza certas ações de comunicação ou mesmo a tentativa de exercer essa comunicação. Resumindo, a censura consiste em qualquer tentativa de suprimir informação e opiniões.
A censura no Brasil teve seu fim com a redemocratização e a promulgação da Constituição Federal de 1988. Desde então o que é discutido é a necessidade em haver limites para a televisão, com a criação de classificações indicativas, discursos e campanhas de conscientização e educação para os pais (lembrando que a responsabilidade do conteúdo assistido não é apenas de exclusividade da família), entre outros ajustes dentro dos princípios e valores ético-morais, ainda que de formas bastante tímidas.
Um destes ajustes refere-se à suavização ou mesmo aos cortes de diálogos e de até cenas de qualquer material considerado impróprio ou incompatível a um público alvo específico. Em outras palavras, tais ajustes são censuras veladas com algum argumento louvável para serem realizados.
Em geral, desenhos animados das mais variadas nacionalidades exibidos no Brasil sofrem dos mais diversos ajustes (ou censuras), em face da idéia cultural de que estes são destinados para o público infantojuvenil. Em miúdos, um adulto que dedica alguns minutos (ou horas) do seu dia para assistir a um desenho animado qualquer ou que gasta suas cifras com algo relacionado é, para a sociedade brasileira comum, um alienado qualquer que no mínimo não teve infância. Mas exibir um desenho com forte apelo sexual ou violento ou ainda contendo questões filosóficas complexas, em plena madrugada, para driblar (ou se adequar) a classificação indicativa não torna nenhum desenho com status para adultos. Não importa no Brasil se o conteúdo é adulto, aqui a arte é que determina erroneamente a etariedade do produto.
Entretanto, as emissoras de TV, ao contrário do que poderíamos imaginar, acabam se beneficiando ao distribuir diversos desenhos animados originalmente incompatíveis com a própria classificação indicativa atribuída no Brasil, só que limados de qualquer atributo significativamente ofensivo. Elas se livram de qualquer tipo de manifestação ética ou moral e adaptam de forma aceitável (o que também nem sempre ocorre) um produto agora destinado a um público verdadeiramente rentável: o próprio público infantojuvenil. Afinal, se a sociedade brasileira no geral define desenho animado como “produto destinado a crianças”, quem mais além das próprias crianças e adolescentes contribuiriam com a audiência, tão importante para a lucratividade de qualquer emissora de TV?
Não cabe aqui discutir se quaisquer tipos de censuras, amparadas nos valores morais, éticos, políticos ou religiosos da sociedade são justificadas ou não. Tampouco se os horários de exibição deveriam ser compatíveis com o que esta sociedade entende como aceitável para uma exibição na íntegra, em detrimento do faturamento da emissora. O fato é que boa parte dos desenhos animados distribuídos no Brasil e exibidos matutinamente nos canais de TV abertos ou em horários avulsos em canais pagos específicos para o público infanto-juvenil não são em sua concepção original destinado a crianças. E podemos incluir a franquia Dragon Ball a este quadro, onde, por motivos óbvios, sofreu as devidas adaptações para atingir sem grandes problemas ao público que o consagrou aqui no Brasil. Sim, esse mesmo público infanto-juvenil que tanto citamos!
Censuras de Dragon Ball no Brasil
Existem basicamente 4 tipos de censura relacionadas a Dragon Ball:
1- Cenas que foram cortadas
2- Cenas que foram manipuladas digitalmente
3- Cenas que tiveram a fala (ou diálogo original) alterada na dublagem
4- Imagens que foram cortadas do mangá
1- Cenas que foram cortadas
2- Cenas que foram manipuladas digitalmente
3- Cenas que tiveram a fala (ou diálogo original) alterada na dublagem
4- Imagens que foram cortadas do mangá
Comparando com outros países, a franquia Dragon Ball quase que não foi censurada no Brasil. O anime foi veiculado em cinco canais de televisão, sendo três emissoras em canal aberto (SBT, Rede Bandeirantes, Globo e ULBRA TV) e uma emissora a cabo (Cartoon Network). Dentre esses canais citados, a GLOBO, o Cartoon Network e o SBT passaram os episódios de Dragon Ball, enquanto a Rede Bandeirantes e a ULBRA TV passaram apenas episódios de Dragon Ball Z. É importante lembrar que as cenas que tiveram a fala alterada na dublagem são tantas que seriam impossíveis de serem listadas. E também nem sempre é culpa das emissoras daqui e nem dos estúdios de dublagem, pois boa parte dos pacotes de episódios já possuem os diálogos e principalmente as ofensas suavizadas. Segue um exemplo de algumas cenas com legendas em inglês, com diálogos suavizados. Tirem suas próprias conclusões:
SBT
Dragon Ball estreou no Brasil em 1996, no SBT e certamente, esse foi o canal que mais desrespeitou os fãs da série. Além de fazer inúmeros cortes, não respeitou minimamente a cronologia e por fim, só passou cerca de metade dos episódios da saga. Foram tantos cortes e censuras, que aqui iremos apresentar apenas os mais conhecidos (e os que sabemos):
Dragon Ball estreou no Brasil em 1996, no SBT e certamente, esse foi o canal que mais desrespeitou os fãs da série. Além de fazer inúmeros cortes, não respeitou minimamente a cronologia e por fim, só passou cerca de metade dos episódios da saga. Foram tantos cortes e censuras, que aqui iremos apresentar apenas os mais conhecidos (e os que sabemos):
1) No episódio 1, na parte que o pterodáctilo pega Bulma e esta depois fica presa a um galho abaixo de uma colina, nota-se que Bulma fica com a saia toda molhada. Aquilo era urina. A tradução daquela cena foi alterada aqui no Brasil. Veja a forma verdadeira:
Censurada: “Goku, me tire daqui!!!”
Original: “Goku, me mijei toda!”
Censurada: “Goku, me tire daqui!!!”
Original: “Goku, me mijei toda!”
2) No episódio 2, Bulma e Goku estão dormindo em um trailer. Goku, um garoto ingênuo que nunca tinha visto uma garota antes, fez a mesma coisa que sempre fazia quando morava com seu avô: dormir no meio de suas pernas. Só que Goku estranha a falta de “algo” no meio das pernas de Bulma. Então decide dar uns tapinhas na genitália da Bulma e logo em seguida tira sua calcinha, para ver se conseguia entender o que havia de estranho ali. Mas ao tirar a calcinha de Bulma, Goku leva um baita susto e sai gritando pela casa “Ta-Ta-Ta… Tama ga nee. Tin mo“. Que, traduzindo significa: “N-N-N… Não há bolas. Nem p…“. Uma cena cômica que sequer chegou a ser passada. Aqui umas imagens do original japonês:
Abaixo, a mesma cena, só que no Movie Especial 10 anos Dragon Ball:
Obs- A seqüência de #3 das fotos acima não faz parte do filme, e sim um scan de um trabalho original de Akira Toriyama referente ao assunto, tirado do Daizenshuu 3.
3) No episódio seguinte, a história vai se desenvolvendo ao ponto onde aparece o mestre Kame, que dá a nuvem voadora para o Goku. Na seqüência seguinte, Bulma aparece com a esfera do Mestre Kame já nas mãos. Como que isso se deu??? O que aconteceu??? Simples, ninguém viu porque essa cena também foi cortada. No original, depois que o Goku ganha a nuvem voadora, Bulma diz que também queria um presente. O Mestre Kame, muito “esperto”, disse que daria um presente se ela mostrasse sua calcinha para ele. Ela hesita, faz um charminho, e levanta a saia, mas para o espanto de todos, ela estava sem a calcinha (mas só ela não percebeu). Somente após esse ocorrido que o Mestre Kame dá a esfera de 3 estrelas para Bulma! Aqui uma imagem do clímax dessa cena:
O engraçado é que chegando em casa, Bulma encontra sua calcinha, a mesma que o Goku tinha tirado e só aí percebeu que não a estava usando quando levantou a saia para o Mestre Kame. Ela fica revoltada e atira no Goku com uma metralhadora. Ou seja, quem viu não entendeu nada!!!
Abaixo, a mesma idéia da cena acima, só que ocorrido no especial 10 anos Dragon Ball:
Cartoon Network, Globo e Bandeirantes
Dragon Ball Z estreou no Brasil no dia 1 de junho de 1999 pelo canal por assinatura Cartoon Network. Alguns meses depois, a Rede Bandeirantes também passou a exibir a série, no dia 25 de outubro de 1999. Em 15 de outubro de 2001, o Cartoon Network exibiu o último episódio da série, enquanto que na TV aberta a série foi exibida até o final da saga de Cell, pela Rede Bandeirantes.
Em 15/04/2002, a Rede Globo estreou Dragon Ball, exibindo-o por completo ao contrário do SBT. E no dia 30 de maio de 2006, o Cartoon Network estreou Dragon Ball, com dois episódios exibidos por dia.
Por fim, Dragon Ball GT estréia no Cartoon Network no dia 02/12/2002 e na GLOBO, no dia 03/01/2005.
Cabe ressaltar que há mais de 1 década que Dragon Ball é exibido no Brasil. Já finalizado e com inúmeras reprises, aqui citaremos apenas as censuras correspondentes a primeira vez em que os episódios foram exibidos.
Os episódios da ULBRA TV são um caso a parte, discutidos mais a frente.
Dragon Ball Z pouco sofreu em relação a cortes no Cartoon Network e principalmente no canal Bandeirantes. Lembrando que ambos os canais repetiram consideravelmente toda a série,
Segue abaixo algumas censuras e cortes em relação a franquia Dragon Ball Z.
1) No episódio 14 de Dragon Ball Z, Goku já está na metade do Caminho da Serpente. De repente encontra o castelo da Princesa Serpente e decide entrar nele, achando que encontraria o tal Sr. Kaio. Dentro do castelo, Goku encontra várias youkais do sexo feminino e uma delas resolve mostrar para ele como funciona o jogo mais estúpido de todos os tempos, a “roleta russa”. Durante a demonstração, a pobre youkai não teve tanta sorte e acabou sendo atingida pelo projétil, falecendo logo em seguida. Passado mais algum tempo, Goku resolve relaxar um pouco, aceitando o convite da Princesa Serpente em se banhar num lago ali próximo. Entretanto, Goku, sem o menor pudor, fica completamente pelado para se banhar, enquanto a Princesa Serpente fica do lado de fora, toda constrangida. No Cartoon Network, nenhuma das cenas foram exibidas e o episódio ficou bem menor do que o habitual. Já na BAND, o episódio foi exibido sem traumas.
2) No episódio 24, em que Yamcha morre na luta contra um Saibaiman, Bulma, que assistia a luta pela TV da casa do Kame, começa a chorar pela morte do namorado. Apesar da cena chocante, Mestre Kame não perdoa e dá uma apalpada nos glúteos da jovem donzela desamparada, deixando-a revoltada, como sempre. Assim como a cena da roleta russa e do lago, a CN censurou e a BAND mostrou. Ao lado, uma imagem da cena censurada:
3)Aqui vai um exemplo claro de cenas do episódio 26 que tiveram o diálogo original alterado na dublagem, devido ao conteúdo ofensivo e erótico dos mesmos. Apesar de já ter falado sobre isso, estas censuras aqui modificaram completamente o contexto das frases (diferente de substituir um “Filho da Puta” por “Covarde”, pois o sentido da frase neste caso seria basicamente o mesmo).
Versão em inglês
. Gohan – Your momma’s got a big fat belly!
. Nappa – Unbelievable! How could… this kid possibly know that
. Oolong – Before I die, I want the chance to add more girl’s panties to my collection!
Versão em inglês
. Gohan – Your momma’s got a big fat belly!
. Nappa – Unbelievable! How could… this kid possibly know that
. Oolong – Before I die, I want the chance to add more girl’s panties to my collection!
Versão brasileira Álamo
. Gohan – Eu disse que você não tem mãe!!!
. Nappa – O QUÊ!? Que garoto mal educado… por quê… COMO SE ATREVE ASSIM A OFENDER A MINHA MÃE??? Ela é uma mulher muito digna!!!
. Oolong – Antes de morrer eu queria ir para Cancún…
. Gohan – Eu disse que você não tem mãe!!!
. Nappa – O QUÊ!? Que garoto mal educado… por quê… COMO SE ATREVE ASSIM A OFENDER A MINHA MÃE??? Ela é uma mulher muito digna!!!
. Oolong – Antes de morrer eu queria ir para Cancún…
Abaixo, as fotos que compreendem os fatos:
4) Logo no começo do episódio 27, temos uma imagem de uma montanha e em seguida temos uma cena estática onde vemos Yamcha ao fundo, caído morto no chão. Na versão do Cartoon Network temos um corte seco dessa cena, direto para o rosto de Nappa. A primeira vista não se percebe nenhum corte, mas uma cena imensa de 11 segundos foi completamente suprimida na versão do Cartoon Network e pior, sem nenhum motivo aparente. Da cena onde vemos Yamcha caído no chão, acontece uma fusão de imagens e vemos aparecer lentamente, em um “traveling lateral”, o corpo de Tenshinhan que também está morto, sendo que só a partir daí que teríamos a cena focalizada para o Nappa. Essa com certeza é a censura mais estúpida e sem lógica que temos em Dragon Ball Z, no Cartoon Network.



A cena cortada mostra Bulma dando um tapa no rosto do Kurilin e dando uma bela bronca nele. Gohan tenta acalmar a situação, mas acaba levando bronca da Bulma também. Segue abaixo as imagens de uma das maiores censuras que Dragon Ball Z já sofreu nas mãos do Cartoon Network.
8 ) Antes de explicarmos essa censura temos que deixar claro o que é “prólogo”. O “prólogo” de um episódio de Dragon Ball (seja Dragon Ball, Dragon Ball Z ou Dragon Ball GT) consiste naquela parte após a abertura do episódio onde temos uma recopilação EDITADA dos fatos ocorridos no episódio que o antecede, tendo o narrador apresentando esses mesmos fatos. Ao término do prólogo, temos a “tela” com o nome do episódio. O prólogo do episódio não é criado nem editado pelas emissoras de TV que adquirem os direitos da série e sim parte original do episódio. As emissoras apenas criam a “tela” com o nome do episódio.
Os prólogos dos episódios de Dragon Ball não seguem sempre a regra de terem somente cenas do episódio que o antecede. Em alguns casos, temos uma recopilação de diversos episódios e em outros, uma situação já ocorrida na série e que é recriada/animada especialmente para o prólogo, com cenas originais retratando uma ou mais situações (já vistas na série), em outro ângulo e com outra dinâmica.
O mais raro é quando temos no prólogo apenas cenas INÉDITAS que teriam acontecido em um espaço de tempo entre o fim do episódio anterior e o que o sucede. Um exemplo notório disso é o episódio 21, onde no prólogo temos cenas exclusivas do Goku aprendendo a técnica do Kaioken, no planeta do Kaio do Norte. Com isso devidamente esclarecido, vamos a censura.
No fim do episódio 42, Vegeta sai nu de uma câmera de reabilitação. Ele se levanta, coloca um pé no degrau e temos um plano dele nu, de costas, ouvindo seu “médico” explicar que não dava para recuperar sua cauda, sendo que a seqüência termina em uma cena com um plano frontal do Vegeta fazendo muque. Essa cena se transcorreu naturalmente, sem NENHUM corte por parte do Cartoon Network. Entretanto, no prólogo do episódio 43, onde temos a recopilação dos acontecimentos do episódio 42, temos a mesma seqüência em que Vegeta sai da câmera de reabilitação. Porém, o Cartoon Network resolveu “editar” o prólogo por si só, CORTANDO POR COMPLETO essa mesma cena exibida anteriormente e que possuía cerca de seis segundos! Essa cena fica entre as cenas do Vegeta se levantando e dele testando os músculos. A CN fez a passagem entre elas usando o recurso de fusão de imagens, porém fez mal feito, pois esqueceu-se do áudio e na passagem entre as cenas percebe-se claramente um “pulo” na música de fundo. Em suma, eles mostraram a cena no episódio anterior e resolveram cortar no episódio que o sucedeu. Dá para entender o Cartoon Network?










16) No episódio 257, lá pelos 14 minutos, ocorre uma parada brusca na música entre o momento em que Piccolo leva Majin Buu para a sala do espírito e do tempo e a cena onde aparece Yamcha falando: “Vocês não acham que eles estão dando muita volta pra chegar?”. Nesse meio tempo o Cartoon Network cortou uma cena em que o Mestre Kame dá uma “acariciada” no traseiro de Bulma, que revida com uma bela bofetada na fuça do velho. Curiosamente a Globo não cortou essa cena.


Os episódios que passam na Globo, correspondem a continuação dos episódios que foram exibidos na BAND. Apesar da BAND não ter exibido toda a série Dragon Ball Z (já que a Globo comprou adquiriu parte dos episódios), ela foi a única emissora a passar Dragon Ball Z quase que na íntegra e sem cortes.
1) Foi no dia 14 de Agosto de 2001, no episódio 216 (O segredo de Spopovith) que a Globo fez a sua 1ª retaliação em Dragon Ball, para alegria das mães e desespero dos fãs. Simplesmente, cortaram o anime logo depois da cena em que Spopovith endireitou o seu pescoço, após a surra que Videl havia lhe dado. Ou seja, o que não apareceu foi a cena em que algumas gotas de sangue de Spopovith caem na roupa da Videl, deixando-a impressionada. Foram aproximadamente, uns 7 segundos de CENSURA!
2) No episódio 217 (Gohan se enfurece), a Globo vai mais além e passa a rodo em várias cenas um tanto chocantes do episódio. Foram cortadas as cenas em que Videl aparece sendo espancada por Spopovith (um dos cortes mais grotescos foi quando Spopovith socava o estômago de Videl). O episódio original, que possuía 18 minutos e 58 segundos foi reduzido a 17 minutos e 8 segundos na versão da Globo!
3) No episódio 239, tem um certo momento em que a Bulma se abaixa para pegar uma esfera… De repente um dragão vêm por trás dela e dá uma bela de uma lambida no traseiro dela… lógico que a Globo se encarregou de cortar a cena da lambida. Ao lado esquerdo, as cenas não exibidas:

- No momento em um carinha com um rabo-de-cavalo loiro vai matar a velhinha, foi cortado o plano subjetivo dele olhando através da mira telescópica que mostra a velhinha sendo atingida e o plano subseqüente.




CONRAD
Apesar da CONRAD (responsável pela publicação no Brasil) ter prometido manter o mangá o mais próximo do original, o mesmo não ocorreu. Além de ter a metade do nº de páginas que o original, as capas serem diferentes e a estupidez de traduzir coisas que fazem parte do cenário (ao invés de se preocuparem apenas com a tradução dos textos), houve algumas censuras, totalmente desnecessárias, visto que no inicio das publicações, o mesmo não vinha ocorrendo. Vejamos:
Apesar da CONRAD (responsável pela publicação no Brasil) ter prometido manter o mangá o mais próximo do original, o mesmo não ocorreu. Além de ter a metade do nº de páginas que o original, as capas serem diferentes e a estupidez de traduzir coisas que fazem parte do cenário (ao invés de se preocuparem apenas com a tradução dos textos), houve algumas censuras, totalmente desnecessárias, visto que no inicio das publicações, o mesmo não vinha ocorrendo. Vejamos:
1) No mangá 12 de DB, página 67, Bulma tira de uma cápsula Hoipoi várias revistas pornôs. A CONRAD colocou estrelas cobrindo os seios e os bumbuns das mulheres das revistas. Abaixo, um scan do mangá da CONRAD (com a censura) e um scan da cena original (retirada de um Daizenshuu):
Abaixo, scans da mesma cena, só que no anime:
2) No mangá 17 de DB, página 72, Kurilin tira o top da Bulma pro mestre Kame ver, e pra espanto de todos, a CONRAD cobriu os seios da Bulma com dois textos escritos “Boing Boing”, que não tem no original. Abaixo uma imagem do mangá original, sem os “Boing Boing” (o texto, claro):


Aqui um email enviado por um colega (Mr. Skyflyin0), para a CONRAD durante a primeira publicação de Dragon Ball e que conseguiu sintetizar bem o sentimento de todos que compravam o mangá e não concordavam com a censura. E também a resposta do próprio Cassius Medauar, o editor da revista na época, a ele:
“Eu aprecio o trabalho de vocês na versão brasileira do mangá de Dragon Ball. Tenho comprado desde a primeira edição em dezembro e gosto muito também do fato de que os mangás da CONRAD são distribuídos no país inteiro.
A princípio acreditei que vocês tinham o compromisso de manter o mangá o mais fiel possível ao original, apesar de a versão brasileira conter metade do numero de páginas dos Tankoubon originais, mas isso eu entendo como sendo por razões comerciais; agora, fiquei extremamente decepcionado ao perceber que algumas cenas do mangá da CONRAD foram censuradas recentemente sem motivo aparente. Me refiro a cenas no manga número 12 e mais recentemente na edição numero 17 onde em uma parte Bulma aparece com os seios a mostra. Eu e muitos outros fãs perceberam a edição, pois quase todo mangá está disponível na íntegra traduzido para o inglês na internet.
Realmente não consigo entender o motivo da censura por vocês, principalmente pelo do fato de que cena parecida já foi publicada anteriormente no mangá, me veio em mente que talvez tenham sido reclamações por parte de pais que teriam achado tal conteúdo “impróprio” para seus filhos, algo que eu considero extremamente hipócrita, por se tratar de um simples desenho. Nem a versão norte-americana está mais sendo censurada pela VIZ devido a muitas reclamações, por isso tiveram de aumentar a faixa etária para 13 anos, sendo assim obrigados a tirar o manga de circulação das grandes redes de lojas de brinquedos.
Eu sinceramente estou desapontado com isso, novamente, não houve necessidade alguma para tais censuras, e espero que não hajam mais alterações parecidas no mangá no futuro, que com certeza seriam notadas pelos fãs. No Brasil nós podemos nos considerar privilegiados por ter nossos mangas e animes sem todo o processo de controle de conteúdo e censura que há em outros países como os EUA, algo que não tem retorno, vocês que lidam com esse tipo de público já devem saber que isso é o que os fãs mais temem em relação aos seus animes e mangás. Alguns os chamam de puristas, mas a questão é que o trabalho deve ser apreciado da forma que foi feito, sem alterações, cortes e adaptações como as que ocorrem nos EUA por motivos puramente comerciais.
Mais uma vez, eu aprecio muito o trabalho de vocês em trazer essas obras ao acesso do público brasileiro, e espero que tragam muito mais mangás para o Brasil no futuro.
Obrigado pela atenção.”
A resposta foi a seguinte:
“Caro, Eu entendo o que você sente e concordo plenamente com você, mas infelizmente não pudemos fazer nada. Ocorreu exatamente o que você falou, tivemos reclamações de pais e até de um juiz, por isso tivemos que fazer aquela pequena censurinha.
Reafirmo que queremos sim manter o mangá o mais fiel possível, mas desde que a revista não seja prejudicada por isso.
Um abraço,
Cassius Medauar”
Cassius Medauar”
Atualmente, a CONRAD possui os direitos de publicação de Dragon Ball no Brasil, sendo ela responsável pelos Kanzebans. Apesar de não ser uma censura, os Kanzebans publicados na CONRAD não vêm com as famosas homenagens feitas por diversos mangakás ao desenharem os personagens de Dragon Ball às suas maneiras. Nenhuma censura até o momento foi identificada nos Kanzebans brasileiros.
No Brasil não foi visto nenhum episódio mudado por manipulação digital. E as constantes reprises da franquia de Dragon Ball na GLOBO também foram vítimas de cortes com o intuito de comprimir os episódios em função da grade de horários da emissora e não com o intuito de censurar. Em algumas reprises, dois episódios transformavam-se em um!
fontes kamisamaexplorer
na minha versão da manga 12(que esta em portugues)a censura não existe, da para se ver claramente as revistas,sem censura nos peitos e nada.
ResponderExcluirNo Mangá não tem nenhuma censura, essas censuras vale apenas para o Anime.
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