quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Analise Dragon Ball Z: Legends

Título: Dragon Ball Z: Legends Lançamento: 31 de Maio,1996(JP) Regiões: Japão(NTSC-J) Produtora: Bandai Distribuidora: Bandai Jogadores: 1-2 Players Mídia: CD Gênero: Plataforma/Luta em 2D/3D Consoles: Playstation e Sega Saturn
1- Introdução Dragon Ball Z: Legends marcaria a estréia do anime no primeiro console da Sony, sendo lançados dois anos depois da estréia deste. Talvez por essa razão, e pelo fato do jogo ter sido exclusivo do Japão o tornou raríssimo e tão pouco conhecido no ocidente, uma pena, já que o jogo,apesar da tamanha simplicidade, é muito divertido, mais ainda até que seus sucessores: Ultimate Battle 22 e Final Bout (ambos tendo sua versão americana lançada). O jogo envolve todas as sagas principais do anime, no caso ''Saiajin'‘, ''Namek'‘, ''Andróides'' e ''Majin Buu'‘, e por isso traz uma quantidade relativamente alta de personagens, trazendo inclusive suas transformações, que embora não modifiquem a força do personagem, modificam os golpes especiais realizados por eles, estes inclusive bem fiéis ao anime, logo pode esperar pela Genkidama ao usar o Goku em sua fase normal, o Masenko ao usar Gohan ou o Big Bang Attack ao usar o Vegeta, por exemplo. Infelizmente os golpes especiais dos personagens foram distribuídos de forma desorganizada, logo em vez de estabelecer um padrão de 2 Ultimate Attacks por personagens, acaba dando privilégio a alguns personagens (como Goku e Vegeta) e desprezando outros com apenas um Ultimate Attack (como os Gohans disponíveis no jogo)o que pode tornar o jogo repetitivo nas lutas de ''um-contra-um'', mas que graças ao modo de até ''três-contra-três'', consegue amenizar um pouco esse defeito. O jogo conseguiu criar uma pequena legião de fãs, mesmo no ocidente onde o jogo não foi lançado, e isso é merecido, já que nesse jogo, a diversão acaba sendo superior a todos os seus defeitos técnicos. 2- Gráficos Esse fator do jogo não é dos melhores. Demasiadamente simples, o jogo não se preocupa com detalhes e os personagens (apesar do cabelo, tamanho e roupas bem características) e cenários são os menos variados possíveis. Entretanto, deve-se levar em conta a possibilidade de destruir objetos do cenário (coisa que só voltaria a ser possível oito anos depois com a série Budokai do PS2) que embora não adicione muita coisa às lutas, ao menos cria certa interatividade dos personagens com os cenários. Os Ultimate Attacks também não impressionam, mas pelo menos são bem fiéis ao anime. Infelizmente essa parte deixou a desejar em DBZ Legends, sendo facilmente superado pelos jogos que estavam por vir para o console. 3- Som 3.1- Efeitos Sonoros: Misturando efeitos sonoros do anime com efeitos criados para o jogo, o resultado é ''razoável'‘. Nos Ultimate attacks, o som característico das explosões, do kamehameha e etc. vale á pena, já nas lutas em si a qualidade não é muito boa e passam despercebidos ou mesmo perdem a sincronia com os golpes, o que acaba sendo uma grande falha no jogo. 3.2- Dublagem: Esse fator é competente, pois cada personagem tem sua voz e os dubladores são os mesmos do anime japonês (não que isso seja grande coisa, mas pelo menos não foi qualquer um a dar as vozes dos personagens), logo fãs vão reconhecer imediatamente, principalmente nos golpes especiais do jogo. O único problema mesmo é que ela poderia ter sido utilizada nos pequenos vídeos do jogo, mesmo que fosse apenas um narrador contando a história da saga, até porque embora DBZ tenha fama mundial, novos fãs poderão se sentir confusos e perdidos. 3.3- Trilha Sonora: Esse quesito pode ter sido o mais decepcionante do jogo, em minha opinião. Considerando os jogos atuais de DBZ (como os ótimos Budokai, Tenkaichi e Infinite World) e mesmo os fracos ''Final Bout'' e ''Ultimate Battle 22'', a trilha sonora poderia ser bem melhor.Embora possua alguns temas legais,ainda assim ficou abaixo do que se espera de um jogo de DBZ em relação á esse fator. 4- Jogabilidade Outro fator bem simplista do jogo, porém muito competente. Os comandos são poucos, mas considerando o sistema de luta, são suficientes. Com um botão você ataca (o comando mais importante, já que ele reúne energia para realizar o Ultimate Attack contra o inimigo), com outro dispara projéteis com o ki, com outro se movimenta e por aí vai. O Sistema de lutas se baseia na seguinte idéia: na parte inferior da tela, existe uma barra chamada ''Power Balance'‘, ela possui duas cores (Azul é a sua quantidade de energia, vermelha a de seu adversário) e à medida que você ou o seu inimigo vai atacando, ela vai aumentando em determinada cor, ao chegar ao nível máximo, o personagem que você ou seu adversário estiver usando realiza um golpe especial, que é a única maneira de diminuir a barra de life de seu inimigo, logo quanto mais você atacar, mais ultimate attacks você realiza e assim derrota seu inimigo. Embora deixe o jogador num estado um tanto ''passivo'‘, as lutas se tornam divertidas, pois os comandos são básicos e facilitam a vida de jogadores inexperientes, mesmo que deixe um pouco de lado o desafio. Mas no geral, o jogo é competente em relação á isso.
Lista de Comandos: quadrado Ki Attack triângulo Ki Increase X Defense círculo Attack L1: Change Character 1 R1: Change Character 2 Cima Front Baixo Back
5- Câmera Embora o jogo seja em 3D, a câmera na maior parte das lutas funciona como um jogo 2D (lembrando um pouco o estilo da série Budokai) o que não é um problema, já que felizmente ela mostra praticamente todos os personagens e boa parte do cenário, dando zoom e afastando a imagem em determinados momentos para mostrar o máximo possível os personagens e a distância entre eles. Funciona muito bem, ajudando bastante os momentos de luta e não trazendo uma dificuldade desnecessária devido á um defeito do jogo. 6- Replay Se nem mesmo os últimos jogos do PS1 traziam extras mostrando a criação do jogo ou coisas do gênero, o que dirá de um jogo lançado dois anos depois do console e que ficou restrito ao território japonês como é o caso de DBZ: Legends? Felizmente ao menos um modo de jogo é liberado após zerar o jogo. Esse modo é parecido com um ''survival mode'‘, onde lutadores são escolhidos aleatoriamente para lutar contra você. Traz um desafio relativamente alto, mas não é um extra muito bom, á menos que você tenha gostado do modo de combate de Legends. Fora isso, vários personagens são liberados à medida que você avança no modo story, com uma quantidade muito boa e que conta com personagens e transformações conhecidas, como Goku, Vegeta, Piccolo, Goten, Trunks, Gotenks, entre outros. No geral, o fator replay não é muito válido, mas como o jogo é divertido, compensa jogar mais de uma vez.
7- Imagens 8- Videos
9- Conclusão Enfim, se fôssemos considerar somente os aspectos técnicos, Dragon Ball Z: Legends seria um jogo fraco. No entanto, a jogabilidade eficiente somada a um sistema de batalhas simples, porém divertidos tornam o jogo o melhor já feito para o PS1. Com certeza está anos-luz atrás de títulos como Budokai 3 e Budokai Tenkaichi 3, mas sem dúvida é um título que todo fã deve conferir. Infelizmente o destino não foi justo com ele, sendo restrito ao território japonês, tornando-o assim tão raro, mas quem tiver a oportunidade, dê uma conferida, pois ele é mais agradável do que parece. 10- Considerações Finais --Pontos Positivos -Jogabilidade eficiente,apesar de simples -Câmera cumpre bem o seu trabalho,sem atrapalhar o jogador -Sistema de luta divertido -Golpes especiais fiéis ao anime --Pontos Negativos -Parte sonora fraca para um jogo de Dragon Ball Z -Somente no idioma Japonês -Gráficos ruins,mesmo para a limitada capacidade do Playstation -Fator replay fraco 11-Notas Finais Gráficos = 6.0 Som = 6.5 Jogabilidade = 8.5 Replay = 5.0 Câmera = 8.5 Nota Final* = 7.5 *Essa nota não tem relação direta com as demais, expressando somente a minha opinião sobre o jogo no seu geral, e não em seus aspectos técnicos. Bom pessoal, mais uma análise feita para vocês. Espero que tenham gostado e comentem. Legends foi um dos jogos do PS1 que me surpreendeu por ter qualidades que não são percebidas á primeira vista. Á medida em que você vai avançando, se depara com um jogo divertido e que segue de forma fiel o estilo do anime. Com certeza não é revolucionário e tão pouco teve a mesma repercussão dos carros-chefe que foram Budokai e Budokai Tenkaichi, mas pra quem ainda dá valor ao nosso querido Playstation, vale dar uma conferida.

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