terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

inspirações em dragon ball part 1


A primeira inspiração que me vem à cabeça é a lenda que influenciou muito nosso anime. Essa lenda é retratada num livro oriental equivalente em importância histórica aos livros de Homero, “Ilíada” e “Odisséia”, que representam um marco para a literatura ocidental. Refiro-me ao livro “Viagem para o Oeste” (conhecido no Japão por “Saiyûki”), que inspirou muitos mangakas, inclusive o mestre Toriyama. Aqui para vocês, a história de origem do nome do maior herói de Dragon Ball.
Saiyûki 西遊記
A lenda de Sūn Wùkōng, (Son Goku em japonês e Sūn Wùkōng em chinês) é famosa em toda a Ásia e nasceu de uma viagem que realmente ocorreu com um monge, no início do século VII. Várias estórias de sua peregrinação foram sendo escritas ao longo dos séculos, e no século XVI foram reunidas no romance escrito pelo monge Wu Cheng’en, “A jornada para o Oeste”, ou Saiyûki.
O romance é o relato da jornada à Índia mitificada em torno de um monge budista, em busca da Sutra (livro sagrado do Budismo). Na estória, o monge é protegido por Sūn Wùkōng, uma figura com poderes extraordinários nascida de uma pedra alimentada pelos Cinco Elementos, capaz de se realizar 72 transformações polimórficas, excelente em combates, com capacidade em voar em nuvens, imunidade contra fogo e água e qualquer instrumento cortante, capaz de carregar uma montanha em cada ombro e até ficar invisível.
Sūn Wùkōng tem a missão de proteger o monge em sua jornada para o oeste de monstros e outras criaturas malignas, porque quem comesse a carne de um monge teria vida eterna. Para combater esses perigos, Sūn Wùkōng utiliza seus inúmeros poderes, que se pode dizer serem dignos de um super-homem.
E não foi só o Rei Macaco de “Jornada para o Oeste” que inspirou Akira na criação de Goku. No decorrer da história percebemos outros conhecidos de Dragon Ball também foram baseados nos personagens de Saiyûki. E não só personagens, como também objetos. Confira outras inspirações:
Nyoibou (JP), Ru Yi Bang (CH), 如意棒
É a arma usada pelo rei macaco, Sūn Wùkōng, em “Jornada para o Oeste”; sendo uma barra de ferro, cujas extremidades são compostas por anéis de ouro. É com tal arma que o Rei Macaco derrota o guerreiro Jade. Já no mangá, o conhecido “bastão mágico” (nyoibou) é uma barra aparentemente simples, mas que possui características incríveis. Capaz de crescer à vontade e ser praticamente inquebrável, Goku carrega a herança de seu avô Son Gohan por bastante tempo. E é após a grande batalha contra Piccolo Daimao que descobrimos a verdadeira razão para a existência de tal objeto: ele serve para ligar o mundo terreno ao mundo celestial, fazendo a ligação entre a Torre de Karin e o Palácio de Kami-Sama (Deus), bem acima da moradia do gato eremita.
Ficamos sabendo a seqüência de donos dessa “arma” surpreendente. Guardado com Karin-Sama que, depois de agüentar infinitos pedidos de seu discípulo, Kame Sennin, resolveu entregá-lo tal bastão, já que imagina que nunca haveria alguém que seria qualificado se encontrar com Kami-Sama. Daí, Kame Sennin desceu a Terra e anos depois treinou seus dois primeiros discípulos: Son Gohan e Gyumao (Cutelo). Provavelmente, Mestre Kame deu o bastão à Son Gohan por ele ter sido seu melhor discípulo. A partir daí já sabemos quem é o próximo dono do nyoibou: Son Goku, o maior herói de todos os tempos!
Kintoun (筋斗雲)
Inspirado na nuvem voadora que Sūn Wùkōng usava em “Jornada para o Oeste”, Kintoun é uma nuvem mágica com princípios: somente os de coração puro conseguem montá-la e controlá-la com um simples pensamento. Nos tempos antigos muitas delas eram vistas, mas com o passar do tempo, elas foram desaparecendo, por o coração das pessoas terem ficado mais obscuro com maldades e pensamentos ruins. A kintoun de Goku foi um presente de Mestre Kame, por ter ajudado a Umigame (tartaruga de Mestre Mutenroshi) a chegar ao mar. Mestre Kame, por sua vez, adquiriu-a quando treinou com Karin-Sama, mas com os pensamentos tarados, ele perdeu a capacidade de montá-la.
Na saga de Piccolo, Tambourine a destrói, contudo Karin-Sama presenteia Goku com a verdadeira kintoun, uma nuvem voadora gigantesca. Goku, humilde, pega um pequeno pedaço, suficiente para guiá-lo em suas aventuras. Nosso herói utiliza a nuvem até conseguir dominar a técnica de voo, bukujutsu. Mais tarde, até Gohan e Goten passam a usar a mágica nuvem voadora.
Gyūmaō (JP), Niumowáng (CH), 魔王
Gyūmaō significa literalmente “Senh or Boi-Diabo” ou “Rei Boi-Diabo”. No romance “Saiyûki” é um dos vários demônios que tentam Sūn Wùkōng durante sua viagem. Já no mangá, Rei Cutelo é introduzido como um gigantesco bárbaro possuidor de um machado implacável que mata todos que se aproximam de seu castelo em chamas, tentando roubar seus preciosos tesouros.
 
Com o passar do tempo, Gyumao, o pai de Chi Chi (esposa de Goku), assume um papel secundário, de um senhor de família preocupado com seus amigos e familiares.
Enma Daiō (JP), Yan-Lo (CH), 閻魔大王
Enma-Daio é o nome japonês do deus budista dos mortos. Ele reina no submundo, julgando as almas no que passam por ele. No Japão, este nome é usado principalmente para assustar as crianças e parece estar ligada à religião. Ele aparece em Dragon Ball como uma espécie de burocrata que permite Goku manter seu corpo para treinar com Kaio-Sama.
Um papel bastante importante na hierarquia celestial, Enma não só julga as almas, encaminhando-as para o paraíso ou para o inferno, como também permite que certos mortos mantenham-se com seus corpos (como o caso quando Goku morreu) e permite que certos mortos voltem a Terra por um determinado período.
SUGESTÃO:
Sugiro a quem se interessou por este post e pela história “Jornada para o Oeste” a assistirem ao filme “O reino proibido”, com Jackie Chan e Jet Li, que trata justamente dessa lenda. Muito interessante o filme. Vale à pena assistir! Abaixo, o trailer.
 
fontes:namekusei